
Antes da Ericeira, o mar já estava aqui
Muito antes das ruas, das casas e dos barcos, esta costa já guardava histórias. Entre pedras, conchas e outros vestígios deixados pelo homem ao longo dos tempos, a Ericeira revela uma relação antiga e profunda com o Atlântico.
Uma história que começa muito antes de nós e que continua presente nas falésias, nas praias e no mar que moldou esta terra e as suas gentes.

As Rascas
Durante gerações, as rascas fizeram parte da vida marítima da Ericeira. Pequenas embarcações ligadas à pesca costeira, usadas por homens que conheciam o mar, as correntes, os fundos e os seus ritmos.
Mais do que barcos, eram instrumentos de trabalho e companheiras de uma vida dura, feita de madrugadas, marés e regresso a terra. As rascas fazem parte da memória de uma Ericeira profundamente ligada ao mar e às suas gentes.

O Porto que deu vida à Ericeira
Durante séculos, o mar foi muito mais do que a paisagem da Ericeira. Foi trabalho, alimento, comércio e modo de vida. E o porto esteve no centro dessa relação.
Foi a partir do porto que gerações de homens e mulheres construíram a sua ligação ao Atlântico. Da pesca à chegada do peixe, da preparação das embarcações à venda na lota, toda uma comunidade cresceu voltada para o mar.
O porto ajudou a desenvolver a Ericeira e tornou-se parte essencial da identidade das suas gentes. Aqui nasceu e cresceu uma comunidade profundamente ligada ao oceano — os jagozes — cuja memória continua presente nas embarcações, nas artes de pesca, nas histórias dos pescadores e na vida da vila.
Ainda hoje, o porto é mais do que um lugar onde os barcos chegam e partem. É um pedaço vivo da história da Ericeira.